Dados da cidade de Maria da Fe - MG

DDD 35 · Guia de empresas de MARIA DA FE

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  • Cidade: MARIA DA FE - Estado: MG
  • DDD: 35
  • Região: Itajubá
  • População: 14.095 habitantes (Homens: 51% / Mulheres: 50%)
  • Homens: 7.172
  • Mulheres: 6.984
  • Total de domicílios: 3.942
  • Distância da capital (em km): 313
  • Área (km²): 2.038
  • Densidade demográfica: 695
  • Frota de veículos: 3.869
  • Indústrias: 97
  • Serviços: 264
  • Agronegócios: 4
  • Comércio: 266
  • Número de empresas: 631
  • Serviços de saúde: 10
  • Agências bancárias: 2
  • Educação: 10
  • Administração pública: 3
  • Atividades financeiras: Não informado
  • Correios e telecomunicações: 1
  • Transportes: 16
  • Alojamento: 6
  • Alimentação: 76
  • Comércio e reparo de veículos: 20
  • Serviços em geral: 120
  • Indústria extrativa: Não informado
  • Construção: 11
  • Reciclagem: 1
  • Eletricidade, gás e água: 1
  • Indústrias em geral: 84
  • Comércio atacadista: 32
  • Comércio varejista: 234


  • Vindos de Cristina, João Carneiro Santiago e José Correia de Carvalho, obtiveram uma sesmaria formada por terras do local denominado CAMPOS, perto daquele município.

    Mais ou menos em meados do século XIX, foi a gleba dividida em duas partes onde cada um instalou sua fazenda, começando com seus escravos e familiares as culturas agrícolas e a exploração das riquezas existentes.

    Com a morte de seus primitivos donos, as duas grandes fazendas foram sendo repartidas entre os herdeiros, e isto, aliado às constantes chegadas de moradores, determinou o progresso da região.

    A cidade propriamente dita começou a edificar-se em terras de João Ribeiro de Paiva que foi quem primeiro instalou uma casa comercial, de sociedade com o Sr. Honório Costa.

    Em seguida construíram-se outras casas e o povoado foi progredindo, até que, em 1859 foi elevado à categoria de distrito, com o nome de CAMPOS DE MARIA DA FÉ e pertencendo ao município de Cristina.

    A estação ferroviária foi inaugurada no dia 27 de junho de 1891, trazendo em seu nome a qualificação da emblemática Dona Maria da Fé. Para além de uma simples homenagem à fazendeira pioneira da região, a referida estação acabou por representar a matriz geradora da nova vila que surgia: a VILA DE CAMPOS DE MARIA DA FÉ.

    Pode-se inferir que a partir da utilização sistemática da linha férrea, o próprio cotidiano dos moradores apresentou significativas mudanças - como escolas, igreja e pontos comerciais ? as quais simbolizavam a nova fase de crescimento do antigo distrito.

    No que toca às questões político-administrativas, a emancipação do município acompanhou a própria dinâmica do desenvolvimento da região: após a criação da Paróquia de Maria da Fé nos idos de 1908 (A Lei nº 566, de 30 de agosto de 1911, emancipou o Distrito, que passou a município com o nome de CAMPOS DE MARIA DA FÉ), a elevação de categoria à cidade foi promulgada no dia 1º de junho de 1912. A sede municipal permaneceria com o nome de Campos de Maria da Fé por mais de vinte anos, e, somente em 07 de setembro de 1923 a denominação passou a ser Maria da Fé, permanecendo até os dias atuais.

    Apogeu e crise na economia mariense posteriormente ao movimento emancipatório, a cidade iniciou uma série de obras infra-estruturais, cujos principais aspectos objetivaram dinamizar os serviços de atendimento à população: aberturas de ruas e novas estradas; construções de praças e jardins públicos; instalações dos sistemas de água e eletricidade; formação de grupos escolares e colégios ginasiais; essas e outras realizações acabaram por representar significativas mudanças em Maria da Fé.

    Articuladas a esse panorama de prosperidade, as lavouras de batata despontavam como principais responsáveis pelo crescimento sócio-econômico do município. Grande parte dos moradores da região estava envolvida no processo da bataticultura, a qual contemplava as etapas de plantio, colheita, armazenamento e distribuição do produto. A produção atingiu seu respectivo apogeu nas décadas de 70 e 80, época em que Maria da Fé se tornou a maior produtora de batatas no território nacional, com o volume anual de 46 mil toneladas.

    Entretanto, no início dos anos 90, observou-se uma acentuada crise na cultura desse gênero, tendo em vista a conjugação dos seguintes fatores: sucessivas pragas nas sementes utilizadas para o plantio; cortes sistemáticos nos investimentos governamentais; dificuldades oriundas da baixa mecanização no campo e competitividade com outros mercados, principalmente Argentina e Santa Catarina. Nessa medida, as principais fontes de renda e de trabalho sofreram consideráveis impactos, ocasionando no aumento crítico do desemprego e da falta de recursos.

    Judicialmente o município é subordinado à comarca de Cristina.

    Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - IBGE 1959 Prefeitura Municipal de Maria da Fé - Departamento de Cultura e Turismo